Os jogos paralímpicos estrearam na Rio 2016 mostrando como é possível superar as limitações impostas pelas deficiências e se tornar um atleta de alto nível. No entanto, um longo caminho ainda precisa ser percorrido para que a acessibilidade seja universal no dia a dia de portadores de necessidades especiais.

 

Em se tratando de dificuldade de locomoção, observa-se que cadeirantes muitas vezes possuem o seu acesso restrito a alguns ambientes por não haver adequação nos espaços, inclusive no dentista.

Em todo o Brasil atualmente é obrigatório que todo consultório ou clínica com mais de três cadeiras odontológicas tenha pelo menos uma delas adequada para atendimento a pessoas em cadeiras de rodas. Os pontos a serem cuidados incluem a distribuição do mobiliário na recepção e na sala clínica, largura dos corredores que permita a manobra das cadeiras, abertura e tamanho das portas, presença de barras no banheiro, a altura das pias e mesas e presença de rampas de acesso quando necessário.

A falta de acessibilidade faz com que, muitas vezes, os cadeirantes deixem de procurar atendimento odontológico preventivo e realizando o mesmo apenas em casos de dor ou desconforto, o que torna o tratamento mais demorado, caro e complexo. A responsabilidade social faz parte da odontologia atual e é um convite para que todos exerçam a cidadania e busquem facilitar a vida de portadores de necessidades especiais.

 

 

CRO-RS 18866

Dra. Angela Rigo

Especialista em Prótese Dentária

dra.angela.rigo@gmail.com