Toxina botulínica, ou simplesmente Botox. A maioria de nós a conhece através seu amplo uso em tratamentos estéticos que retardam as linhas de expressão. Contudo, desde setembro de 2011 foi aceita pelo Conselho Federal de Odontologia para fins terapêuticos, e recentemente para fins estéticos.

Na odontologia, a toxina é utilizada principalmente no tratamento de bruxismo, uma contração anormal da musculatura mastigatória, incurável mas controlável. O bruxismo causa algumas dores tais como as de cabeça, dos músculos da face e de ATM (disfunção da articulação temporomandibular).

A aplicação da toxina no músculo masseter e no músculo temporal, alivia a força excessiva que se faz ao fechar a boca ou ranger os dentes e o resultado aparece em poucos dias. “O efeito é potencializado com antibióticos, aminoglicosídeo, ou quaisquer outras drogas que interferem na transmissão neuromuscular”, explica a dentista, Dra. Thalita Silva.

É muito eficaz no tratamento de outros problemas, como a cefaleia, a sialorréia, as disfunções têmporas mandibulares, na distonia, na paralisação de algum músculo facial, além reduzir problemas com roncos e apneia.

Mas atenção, não são todos que podem usufruir dos benefícios trazidos pela toxina. O uso é contra indicado para pessoas que por algum motivo usam Ácido Sulfúrico, para gestantes, pessoas no período de lactação, quem tem doenças autoimune, quem faz quimioterapia e radioterapia e para quem sofre de dismorfia corporal.

As aplicações podem provocar a ptose (queda da pálpebra), a diplopia (visão dupla), sonolência e o comprometimento de outros músculos, mas a Dra. Thalita Silva afirma que entre 2 e 4 semanas, estas reações adversas cessam.