Epilepsia é uma síndrome neurológica causada por alterações nas descargas elétricas cerebrais, que provocam crises epilépticas de vários tipos, dependendo da área cerebral que foi afetada.

 

Muitos fatores podem desencadear uma crise, porém os mais comuns são lesões cerebrais provocados por uma forte pancada de cabeça, uma infecção, neurocisticercose, excesso de bebidas alcoólicas ou drogas, tumores, ou até problemas cardiovasculares.

As crises podem se manifestas de diversas formas:

Crise Convulsiva: A maneira mais conhecida e é identificada como ataque epilético. A pessoa pode cair ao chão, apresentar contrações musculares em todo o corpo, morder a língua, salivar intensamente, ter a respiração ofegante e urinar.

Ausência ou desligamento: Nesse caso, a pessoa fica com o olhar fixo, sem contato com o ambiente. A crise é super rápida, dura apenas alguns segundos, por isso, dificilmente é percebida.

Crise Parcial Completa: A pessoa fica agitada, se movimentando involuntariamente, algumas pessoas podem ficar mastigando, falando e andando sem direção. Na maioria dos casos, a pessoa não lembra o que aconteceu.

Importante lembrar que uma crise epiléptica não caracteriza um quadro de epilepsia, para que isso ocorra é necessário que durante um ano haja mais de duas crises originadas espontaneamente. As crises têm curta duração, porém caso dure mais de 5 minutos, o recomendado é chamar a emergência.

O tratamento é feito por meio de medicamentos que evitam as descargas elétricas cerebrais anormais e, consequentemente, evitar as crises. Há dados de que pelo menos 25% dos pacientes epiléticos no Brasil, estão em um estágio mais grave, sendo necessário o uso da medicação para o resto da vida, ou até mesmo passar por uma cirurgia.