Uma doença neurológica crônica, a enxaqueca afeta 15% da população brasileira, predominando as mulheres entre 25 e 45 anos. É caracterizada por uma dor pulsátil em um dos lados da cabeça, ou nos dois, acompanhada pela fotofobia, fonofobia, náusea e vômito.

A doença está relacionada a alterações cerebrais e também a genética, porém a causa exata ainda é desconhecida. Normalmente, tem início devido a algum fator externo que envia impulsos aos vasos sanguíneos, provocando sua constrição seguida de uma dilatação e a liberação de prostaglandinas, serotonina e outras substâncias inflamatórias.

Os fatores causadores da enxaqueca mais comuns são:

Fatores psicológicos: Estresse, ansiedade, tensão e preocupações excessivas faz com que o cérebro tente defender o organismo, com o sistema de dor.

Alteração no sono: Dormir bem é essencial para o bem estar, o equilíbrio da enxaqueca e outras dores.

Ficar sem comer: O jejum pode diminuir o nível de açúcar no sangue, nessa situação são produzidas substâncias que causam a dor.

Falta de exercícios físicos: Ao se exercitar o organismo produz endorfinas, regulariza a produção de neurotransmissores como a serotonina e a melatonina, ficando mais resistente a dor.

Uso de medicamentos: Os analgésicos não tratam a enxaqueca, apenas amenizam a dor, porém quando usado em excesso pode intensificar e cronificar a cefaleia.

Fatores hormonais: Extremamente comum que mulheres tenham dores de cabeça durante o período menstrual. Pode ser amenizado com o uso de pílulas anticoncepcionais contínuos.

Consumo de alguns alimentos e bebidas: queijos amarelos envelhecidos, frutas cítricas, carnes processadas, frituras e gorduras, chocolate, café, chá e refrigerante à base de cola, aspartame e excesso de álcool liberam substâncias no organismo que causam a dor.

A enxaqueca não é apenas a dor de cabeça, ela vem acompanhada de vários outros sintomas que podem variar em cada caso, os principais sintomas são: náuseas, vômito, bocejos, irritabilidade, sensibilidade à luz e ao som, sensibilidade ao movimento, tontura, fadiga, mudanças de apetite e problemas de concentração.

O tratamento pode variar para cada paciente, mas no geral, para aliviar os sintomas o melhor é tomar a medicação indicada pelo médico corretamente, fazer repouso em um local silencioso e escuro, beber muito líquido e ingerir alimentos leves.