A tireoide é uma glândula constituída por dois lobos, com o formato similar ao de uma borboleta, tem apenas 25 gramas e fica no pescoço, entre a laringe e a faringe.

 Os hormônios tireoideanos interferem no funcionamento de vários órgãos do corpo humano, como o coração, os rins, o intestino e o ciclo menstrual, no caso das mulheres.

O câncer na tireoide atinge três vezes mais as mulheres do que os homens, entre 20 e 65 anos, e é um dos mais comuns na região da cabeça e pescoço. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer, INCA, esse tipo correspondeu a 1,3% de todos os casos de câncer entre os anos 1994 e 1998.

Tipos de Tumor

Existem quatro tipos de câncer na tireoide:

Carcinoma papilífero: é o mais comum e o menos agressivo, tem a evolução lenta. Em caso de metástases, os gânglios linfáticos, normalmente, são os primeiros a serem afetados.

Carcinoma folicular: Oferece mais risco de metástases e a chance do câncer voltar, também é maior. Em casos avançados, com metástases, os pulmões e os ossos são os primeiros afetados.

Carcinoma medular: Mais agressivo, libera uma proteína que provoca a calcificação dos ossos.

Carcinoma anaplásico: Menos comum, tem o crescimento rápido e em pouco tempo atinge órgãos mais distantes, como os pulmões, os ossos e o fígado.

Sintomas

Normalmente são assintomáticos no início. Mas alguns sinais podem indicar o problema, como:

Nódulo no pescoço, podendo crescer rapidamente;

Dor no pescoço, que às vezes irradia para os ouvidos;

Rouquidão ou mudança de voz;

Dificuldade para engolir e respirar.

Diagnóstico

Pode ser diagnosticado em um exame clinico através do toque, mas nem todos os nódulos são palpáveis, então é utilizado a ultrassonografia, a cintilografia ou a ressonância magnética para detectar os nódulos existentes. Porém, o meio mais importante é a biopsia de aspiração com agulha fina, que identifica a presença ou ausência de células malignas.

Tratamento

O primeiro passo para tratar o câncer de tireoide é a remoção total ou parcial da tireoide, dependendo do quão comprometido estejam os gânglios cervicais. Durante a cirurgia podem haver algumas complicações, como queda de cálcio e rouquidão, mas isto é apenas caso haja lesões na estrutura dos nervos laríngeos e nas glândulas paratireoides.

Ao contrário dos outros tipos de câncer, na tireoide a radioterapia externa não funciona, por isso, é necessário a ingestão de iodo radioativo, a fim de destruir as células tumorais que sobraram depois da cirurgia. O paciente fica de 20 a 30 dias sem receber iodo, e recebe doses terapêuticas de iodo radioativo em ambiente hospitalar.

Caso esse tratamento não funcione, é possível bloquear a formação de novos vasos sanguíneos, para impedir que as células tumorais recebam nutrientes e oxigênio. O próximo passo é a reposição hormonal via oral que irá substituir os hormônios que deixaram de ser produzidos pela tireoide e que controlam o metabolismo.

Felizmente, o câncer de tireoide é tratável e curável, em apenas 30% dos casos, a doença volta. Mas, lembre-se, é indispensável o acompanhamento médico por toda a vida, afinal a possibilidade da doença retornar, apesar de ser baixa, existe.