Com cuidados preventivos, acompanhamento médico e bons hábitos, a vida depois dos 60 anos pode continuar ativa e produtiva. A expectativa de vida no Brasil subiu, nas últimas décadas, para 73 anos. Hoje são 21 milhões de pessoas com 60 anos ou mais e, em 2025, serão 32 milhões.

O novo desafio é menos o de aumentar a longevidade e mais o de garantir saúde e qualidade de vida na terceira idade.

Vacinas e medicamentos cada vez mais eficazes já permitem prevenir e tratar doenças infectocontagiosas, como gripe e hepatite. Mas a longevidade aumenta o risco de outras moléstias, como câncer, Parkinson e Alzheimer, que, se tratadas quando detectadas precocemente, garantem boa qualidade de vida ao paciente. É preciso estar atento também às doenças crônicas típicas da terceira idade. A hipertensão é a mais comum, mas perto dos 60 anos costumam aparecer também diabetes, artrose, osteoporose e problemas vasculares. A síndrome metabólica, denominação de um conjunto de enfermidades que inclui hipertensão, diabetes, colesterol, triglicérides e ácido úrico altos e obesidade, tornou-se comum. À lista pode-se somar a depressão, que também atinge parte dessa população.

Se a lista de ameaças potenciais é grande, como viver bem depois dos 60 anos? Ser saudável, para a Organização Mundial da Saúde, não significa estar sem doença, mas desfrutar de bem-estar físico, mental e social. Adequadamente medicado e com acompanhamento regular, o idoso, mesmo que porte alguma doença, pode se manter produtivo e aproveitar bem a vida.

A regra essencial para viver mais e melhor é planejar o envelhecimento. Os cuidados preventivos devem começar cedo, a partir dos 40 anos, com a orientação de um médico, que pode ser um geriatra. A geriatria permite prevenir e tratar as moléstias crônicas e ajuda a abrandar as incapacidades causadas por moléstias degenerativas.

O médico deve ser um “gerenciador” da saúde, cuidando do paciente em sentido amplo e em colaboração com outros especialistas. A abordagem completa facilita a identificação precoce das doenças, com o auxílio de exames, e permite monitorar o tratamento prescrito. Esse acompanhamento pode evitar, por exemplo, que o uso simultâneo de vários medicamentos cause efeitos deletérios no organismo do paciente. Um caso comum são os antiinflamatórios: receitados para melhorar artrites, podem afetar os rins, já debilitados pela idade.

Garantir uma boa qualidade de vida é fundamental para as pessoas com mais de 60 anos. A nutrição adequada tem papel importante na manutenção do bem-estar e da disposição. A pessoa deve exercitar-se com o acompanhamento de um educador físico e, se necessário, frequentar sessões de fisioterapia, sob orientação médica e supervisão de um profissional qualificado. Mas a todos esses ingredientes e cuidados, é preciso acrescentar mais um: a convivência social. Os amigos, familiares, vizinhos e colegas de trabalho formam, juntos, uma rede de proteção e afeto primordial para quem quer viver mais e melhor.

Fonte: einstein.br