Assim como em todos os tipos de câncer, o quanto antes for descoberto, mais chances de cura total o paciente tem. No caso do câncer de boca, uma equipe de especialistas, incluindo o cirurgião dentista, irão avaliar o estágio e o local em que a doença se acomete e determinará qual o tratamento mais indicado.

A cirurgia para retirada do tumor é quase sempre indispensável, a fim de impedir que o tumor aumente de tamanho ou se espalhe para outros órgãos. Existem três formas de fazer a remoção, dependendo da localização:

  • Glossectomia: remoção total ou parcial da língua, quando o câncer está nesse órgão.
  • Mandibulectomia: Quando o câncer se desenvolve no osso maxilar e precisa fazer a remoção de todo ou parte do osso.
  • Maxilectomia: Remoção do câncer no palato duro.
  • Laringectomia: Remoção da laringe quando o câncer se encontra nesse órgão ou se espalhou.

A recuperação pós-cirúrgica pode levar até 1 ano e é necessário fazer a reconstrução da boca para manter as funções e a parte estética, para isso é utilizado músculos e ossos de outras partes do corpo. Além da remoção do órgão, ainda pode ser necessário realizar um tratamento de radio ou quimioterapia.

A radioterapia destrói ou reduz o crescimento das células da boca e é normalmente aplicada de forma externa. Mas esse tratamento possui alguns efeitos colaterais: queimaduras na pele, rouquidão, perda de paladar, irritação da garganta e feridas na boca. Essas reações tendem a desaparecer após finalizar o tratamento.

Já a quimioterapia é feita via oral ou por administração de medicamento na veia que irão destruir as células cancerígenas presentes no corpo. Os principais efeitos colaterais da quimio são: perda de cabelo, inflamação da boca, perda de apetite, náuseas ou vômitos, diarréia, sensibilidade e dor muscular.

Os métodos aplicáveis ao câncer dependerá da região em que se encontra e os resultados são bons, há registros de 80% de cura de todos os casos.