Os músculos, muito exigidos durante a prática de exercícios físicos, são os únicos fornecedores de força capazes de produzir movimentos articulares.
A distensão muscular ocorre quando um músculo é submetido a um grande esforço a ponto de romper as fibras musculares e o vasos sanguíneos que o irrigam, originando hematoma e inflamação local.


Existem dois tipos: A aguda, quando o músculo é submetido a uma contração repentina de forte intensidade, ocorre normalmente no levantamento de peso. E a crônica, ocorre com a repetição de um mesmo movimento exigindo sempre o mesmo músculo, comum entre corredores e ciclistas.

Quando ocorre uma lesão os primeiros sinais são uma dor muito forte, presença de hematoma, edema e dificuldade para movimentar o músculo lesionado. Quanto mais grave for a lesão, mais intensos serão os sintomas. 

As lesões são classificadas em níveis de acordo com a sua gravidade:

Grau I: Quando poucas fibras foram rompidas, a lesão acomete no máximo 5% do músculo.

Grau II: A quantidade de fibras lesionadas e gravidade são maiores, acomete de 5 a 50% do músculo. Além das dores serem mais intesas, a recuperação é mais lenta.

Grau III: Normalmente, ocorre a ruptura completa do músculo, resultando em uma grave perda da função do membro.

O tratamento é simples, deve-se aplicar gelo na região em ciclos de 10-15 minutos e compressão do local, o membro deve permanecer elevado e em repouso, a imobilização deve ser evitada ao máximo para não perder a força muscular e a percepção dos movimentos, é indicada apenas no grau III.

Podem ser incluídos medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos a fim de reduzir as dores e controlar o processo inflamatório. Após uma semana é indicado medidas fisioterápicas e logo após o retorno a prática de exercícios físicos para recuperar a força da musculatura. 

A prevenção de lesões é possível com o hábito de aquecer o músculo antes da prática de exercícios, alongar antes e depois e se hidratar constantemente.